Isabel Rei Samartim

Comenzó a escribir en Mundoclasico.com el jueves, 8 de abril de 2021. Desde entonces ha escrito 59 artículos.

Uma querela historiográfica

José María Varela Silvari © Dominio público / La Alhambra
A Galeria biográfica de José Maria Varela Silvari provocou um furioso debate público que derivou em inimizades vitais, mas ao mesmo tempo impulsou o avanço dos estudos musicológicos galegos deixando, tanto nos livros quanto na imprensa, informações relevantes sobre intérpretes dos primeiros anos do século XIX, servindo como memória cultural e semente dos atuais estudos sobre a guitarra na Galiza.

Naya, guitarrista do Ferrol

Retrato de Manuel Murguia realizado pelo filho Ovidio © Dominio Público
A investigação histórica toma com frequência caminhos inexplicáveis, leva a lugares inesperados e obriga a conclusões surpreendentes.Os dados que recolhi em torno do guitarrista Naya levam a poucas conclusões e indicam que mesmo os intelectuais da segunda metade do século XIX desconheciam grande parte do acontecido musicalmente cinquenta anos atrás

Um novo álbum de guitarra galega

Álbum de guitarra galega. Nível básico © 2022 by Dos Acordes
O Álbum de guitarra galega.Nível básico abre com uma apresentação breve dos fundos presentes no caderno, bem conhecidos do público interessado.Depois seguem umas notas específicas sobre a transcrição e edição das partituras, com um comentário especial para a interpretação das moinheiras integrantes do álbum.

António Jimenez Majon na Galiza e Portugal

Antonio Jiménez Manjón © 1888 by La Ilustración Española y Americana
Não foi intenção de António Torres a de criar um modelo único de guitarra, nem a de extinguir o resto de modelos diversos que existiam para o que nós costumamos chamar de ‘grande família das guitarras’.

As escolas de música de Betanços

Agrupacion Musical Carlos Seijo em março de 2022 © 2022 by Isabel Rei Samartim
No fim do século havia em Betanços três escolas populares onde as violas/guitarras e os cordofones dedilhados tinham numerosa presença.O objetivo da fundação destas escolas era, quase sempre, a formação de um grupo musical que, normalmente, era uma orquestra de plectro.

O ensino de música na escola de pessoas surdo-mudas e cegas de Compostela

Adornos musicais nos bancos da Alameda compostelana © 2022 by isabel Rei Samartim
Manuel López Navalón estudou magistério em Madrid, onde trabalhava como Professor de Escritura no Colegio Nacional de Sordomudos y de Ciegos desde 1854.Em 1863 assume o cargo de Diretor do centro compostelano e será aqui onde realize um trabalho imenso de revolução pedagógica.

O fundo guitarrístico de Jesus Ínsua Yanes (2)

Guitarra de Jesus Ínsua Yanes © 2022 by Isabel Rei Samartim
A coleção de Jesus Ínsua acolhe o interessante conjunto do século XIX, que foi analisado no artigo anterior, e também numerosas obras de várias décadas do século XX que nos indicam o tipo de peças tocadas e ouvidas em Ortigueira naquela altura.

John Dowland, ou a paixão pela música

John Dowland: La música inglesa en tiempos de melancolía © 2022 by fórcola
"John Dowland.La música inglesa en tiempos de melancolía" faz uma defesa aberta da música para alaúde como um dos repertórios europeus mais belos e admiráveis.Isto não seria possível se o instrumento não fosse já, na sua construção, uma obra de arte dentro do âmbito artesanal.

O fundo guitarrístico de Jesus Ínsua Yanes (1)

6 piezas de José Costa con dedicatoria a Gómez Parreño © 2022 by Isabel Rei Samartim
As partituras conservadas por Margarita Ínsua Cal, filha de Jesus Ínsua Yanes, foram publicadas na Espanha, França, Itália e Inglaterra.O fundo está formado por 19 obras, sendo que 16 têm uma numeração moderna e 3 delas estão sem numerar.

O fundo para guitarra do Arquivo da Catedral de Lugo

Catedral de Lugo © 2010 by Antonio Costa
Copiadas da mão de Vila são as dez peças para guitarra conservadas no arquivo da catedral lucense, das quais a primeira é o famoso Allegro do guitarrista Juan de Arizpacochaga.As obras do manuscrito conservam-se no Arquivo de Música da Catedral, na pasta correspondente ao nome deste guitarrista, Arizpacochaga, e estão escritas em papel apaisado duplo e dobrado.
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Isabel Rei Samartim (1973) nasce na Estrada (Galiza) onde inicia no âmbito familiar e depois no conservatório local os estudos de música. Titula-se no Conservatório Superior de Música da Corunha, na especialidade de Guitarra, com o professor Antonio Rocha Álvarez. Depois estuda com o maestro David Russell, com Thomas Müller-Pering na Hochschule für Musik «Franz Listz» de Weimar (Alemanha) e outr@s grandes intérpretes. Como guitarrista obtém prémios em diversos concursos da Espanha e da Itália. É convidada a participar em festivais na Itália, Galiza e Portugal. Tem estreado obras de vários compositores e realizado concertos em diversos países europeus e o Brasil. Entre as suas publicações está o Cancioneiro de Marcial Valladares "Ayes de mi país" junto com J. L. do Pico Orjais (Dos Acordes, 2010); Suite Rianjeira (Barbantia, 2010); Proel e o Galo. Poesia e Prosa Galega Completa de Luís G. Amado Carvalho (Edições da Galiza, 2012). Em 2014 lança o disco A Viola no Século XIX: Música de Salão na Madeira, patrocinado pelo Governo Regional da Madeira. Desde setembro de 2020 é doutora em História da Arte pela Universidade de Santiago de Compostela com a tese A guitarra na Galiza, que trata a história da guitarra galega desde o século XII ao XIX. Trabalha desde 2005 como professora funcionária no Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela. Entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 integrou também o Departamento de Música da Universidade do Minho (Braga, Portugal). Atualmente realiza recitais de divulgação das mulheres guitarristas galegas e dos fundos galegos para guitarra.

Como reintegracionista e ativista social integrou a Sociedade Cultural Marcial Valadares da Estrada, a Sociedade Astronómica da Estrada e o coletivo Assembleia da Língua. É académica fundadora da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e membro do Patronato da Fundação AGLP (2011). É sócia da Associação Internacional 'Colóquios da Lusofonia' (AICL). Participou no processo de aprovação da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a Lusofonia (2014). Entre 2012 e 2016 coordenou a Equipa de Dinamização da Língua Galega do conservatório compostelano, que abriu novas perspetivas para a normalização seguindo o modelo internacional da língua comum.